quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Feitos um para o outro

Oras, o que te falta rapaz? Toda vez, todo dia, toda hora essa bobeira que me cansa, que me anima, que me faz rir, que me faz chorar e que me enche de esperanças! Cada coisinha mínima que você faz eu invisto, eu multiplico. Mas não adianta encher de expectativas algo que não é nada, afinal zero multiplicado por um milhão continua sendo zero, nem me engane.
Mas não vejo isso como perda de tempo. Sinto como me olha. Sinto como me toca. Sei do jeito que fala comigo. Sei como me trata diferente e entendo perfeitamente como perde seu tempo comigo. Sei lá, amor de sua parte nem precisa ser querido, mas alguma coisa aí tem.
Percebe o jeito que fico quando estou com você. Parece até coisinha de novela de final de tarde garoto. Tem magia, tem sorriso, tem abraço, tem vontade de se beijar, tem medo de se entregar, tem olhares anciosos, tem loucura de se ver! Não sei o que quer de mim, mas algo você quer... admite?!
Seria bobagem minha continuar planejando tanta coisa por nada, todo mundo diz que eu vou quebrar a cara mas só eu, e talvez você, sabemos o que acontece com nós dois, lá... Quando estamos finalmente e fielmente sozinhos. E mesmo que não seja nada demais, nem é sacanagem, nem é nada, simplesmente são nossos segredos, é o nosso começo de amor.
Por que não se declara? Por que não nos entregamos? Quer que eu tente, não é?
Bobeira da minha parte é continuar nesta situação, oras bolas! Você sabe o que eu sinto, mas não entende. Eu gosto do que você sente, mas não sei... Muito menos entendo. Mas eu vou fugir com você, eu vou puxar tua mão, eu vou te enroscar num abraço, você quer, eu também, chegue pra cá.

Ataque de esquisitice.

Cada momento meu é uma descoberta sua. Todos os dias, assim que acordo não sei como vou me deparar com minha própria pessoa, ali, em frente ao meu próprio espelho que todo dia me vê, sem susto. Mas eu, pobre eu, me assusto. Não veja isso como medo de minha singela aparência, mas as bolsas debaixo dos meus olhos representam as noites não dormidas, as madrugadas que eu não pude cochilar pois só pensava em você, ou que simplesmente fiquei ali, totalmente acordada esperando você me ligar.
Eu pisco. Levo a mão aos olhos e esfrego devagar. Isso não será suficiente para remover aquela enorme cratera preta de rímel da noite anterior. Tão feio, chorei. Borrou. Sofri. Manchou. Fico louca. Sim, se tornou loucura.
São tantos ataques que eu mesma me desconheço, entende? Nem procuro mais compreender o que eu ando vestindo, ou até mesmo uma frase vulgar que solto. E você ri. Sempre ri. Sempre também acha graça dessa minha bipolaridade aguda! Me acostumei em te ter como platéia. Me indago se você gosta do que tem assistido, afinal você além de platéia é o diretor. Todos os ataques originam de você.
Nem meu quarto me tolera. As paredes me olham de lado, desconfiadas. Meu armário não quer ser meu abrigo mais. Meu ursos tampam os ouvidos cada vez que falo de você. As pessoas nas fotos e 'posters' fecham os olhos e debocham todas as vezes que me vêem.
Pode parecer idiotice mas é verdade. Chega a ser pior, chega a ser doentio e engraçado. Pra você (....) tá, pra mim também. Sinto-me louca, eu sou estranha. E quem liga... ? Você?!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ela precisava ficar sozinha,

Queria um momento só dela. Faria bem. Talvez ir até a varanda olhar as estrelas, ou até mesmo as luzes das casas ao lado, faria ela pensar. Queria e tinha que colocar as idéias no lugar. No meio de tanta gente, tanta idéia, ela logo logo ficaria louca. Ela se afastou daquele mundo estranho e resolveu colocar o pensamento em sintonia, em órbita.
Quando ela se trancou no quarto e acendeu a pequena luz, seus pais achavam que ela estava louca. Nada mais daria certo, ela já se cansara dos conselhos premeditados dos amigos e dos colos dos pais. Talvez a resposta para tudo estivesse bem ali, dentro da própria cabeça. Ela se deitou, fechou os olhos e riu. De vez em quando ela abria os olhos, olhava para os lados, fazia cara de boba, tinha alguém por perto? Quem seria o idiota que a atrapalharia? Oras, qualquer um que quisesse a fazer pirar!
Ela ligou o rádio, tocava uma música lenta. Ela puxou seu pelúcia, agarrou-o bem forte, e uma lágrima caiu. Mudar os pensamentos de lugar fazem a cabeça e o coração doerem. Mas nada que a mate.
Não ache problema se algum dia uma garota chegue pra você e diga que quer ficar sozinha. Não pire, não ache que ela está sofrendo, ela só precisa de um momento dela. Mas corra atrás depois, quando ela sair de cara feita de dentro do quarto.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Papo de romântico.

Toda vez é a mesma coisa. Vixe, mesmo assim eu não canso disso. Toda vez que a gente se vê parece que queremos nos abraçar, nos envolver mesmo assim temos medo; Medo do que os outros vão pensar, medo de gostar de verdade um do outro, medo do que o outro vai fazer, medo de tomar a iniciativa (...) Ah, e somos orgulhosos. Você sabe!
Quando olho pra você nunca sei o que fazer. Posso então mexer suavemente no cabelo, só colocando-o atrás da orelha. Não sei o que fazer com as mãos. Posso te tocar enquanto conversamos? E as palavras, será que você vai perceber se eu pensar muito no que dizer, ou posso sair dizendo o que quiser, afinal você tem que gostar de mim como sou...
Mas depois de pensarmos e bolarmos tanta coisa , depois de nos fazer de difíceis e de esperar o outro tomar a tal decisão, um de nós acaba cedendo. Você não nega meus carinhos e eu simplesmente desejo teus beijinhos. É! Vale até a pena passar por todas essas etapas e fases, o negócio é que tem vezes que te desejo tanto que quero pular tudo isso, mas daí chega o medo sabe? Você pode até fingir ser ignorante, pode me dar mil apelidos, no final você sempre chega com 'aquele' biquinho, carinho, beijinho, jeitinho romântico (...) que me faz ceder também.
O único medo é de que isso seja um joguinho teu, que eu adoro brincar. Mesmo assim, só vou saber se tentar. Você, sempre tão galanteador, e eu gosto tanto disso lindo.
O jeito que me abraça, que fala, que olha, que ri ... Depois de tanto tempo, você não mudou mesmo. E pode vir a briguinha que for, o medo que vier, um de nós toma a iniciativa e volta tudo a ser como antes, me dando pensamentos pra sonhar durante a noite.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Enfim, eu sou errada.

Juro, sou muito errada. Sempre faço o errado, sempre digo o que não devo, sempre experimento o que não faz bem, sempre me inspiro nos mais errados, sempre choro por coisa inútil e sempre me apaixono.
Estou vivendo num mundo onde só faço coisas erradas. O tempo todo é um castigo, sempre tem um alguém me olhando para depois chegar para todo mundo e julgar tudo que fiz, ou até mesmo, que deixei de fazer. Oras, quando vai cair a ficha que eu não nasci para agradar ninguém ? poax. Isso me consome, isso me destrói. Não aguento mais isso, todos esses julgamentos, essas panelinhas.
Meus amigos me aturam até o limite, minha irmã me aguenta por obrigação, meu pai tenta me agradar, minha mãe nunca se sente satisfeita (...) Sempre tem UM alguém que vai te deixar triste.
Me magoa o fato de nunca fazer nada certo, de amar o garoto errado, de escrever tanto, de chorar mais ainda, de me declarar para o vento, de simplesmente fazer e sentir as coisas que EU quero e não o que querem por aí. Eu sou assim mesmo. E por mais que eu simplesmente seja, e você não possa me julgar por isso, não sabes como o seu olhar 'discriminatório' me deixa mal.